Nossa central sindical defende os servidores públicos contra a ofensiva do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, sobre o funcionalismo público
Em nota, a CTB reforçou a convocação dos servidores, sindicatos e a sociedade para combater, mais essa tentativa, de acabar com a estrutura pública de atendimento da população e tirar os direitos dos trabalhadores. Nenhum projeto em tramitação no Congresso traz valorização e reconhecimento aos servidores. Todos propõem ampliar a terceirização, implantar a meritocracia punitiva e retirar conquistas.
Na nota, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma “seu posicionamento contrário à reforma. Para a entidade, a proposta representa retrocessos para os servidores públicos e coloca em risco a qualidade dos serviços prestados à população”.
O secretário de Serviço Público Federal da CTB Nacional e presidente da CTB – Seção Goiás, Fernando Cesar Silva da Mota, afirma que os argumentos dos parlamentares não se sustentam. “Pesquisas mostram que o discurso de um Estado ‘inchado’ e ‘caro’ não se sustenta em dados oficiais. Segundo levantamento do Painel Estatístico de Pessoal (PEP/MPOG), o país tem cerca de 12,4 milhões de servidores públicos, apenas 12,45% da população empregada, bem abaixo da média da OCDE, que é de 23,48%. No nível federal, os servidores somam pouco mais de 1% do total de trabalhadores, revelando déficit em áreas essenciais”, diz.
O secretário Nacional de Serviços Públicos Municipais e coordenador-geral do STMC, Tadeu Cohen, reforça que o funcionalismo público precisa lutar unido para garantir que a Reforma Administrativa seja enterrada no Congresso. “Os servidores são sempre alvo de ataques de políticos populistas que querem destruir o serviço público. Não vamos nos calar e nem permitir isso. Vamos lutar e garantir os direitos dos trabalhadores”, afirma.