Sem segurança não há condições de manter o funcionamento dos serviços

No dia 23 de abril, duas enfermeiras e uma recepcionista foram ameaçadas por usuários que aguardavam atendimento após o acolhimento.
Durante a ocorrência, os usuários chegaram a afirmar que iriam “aguardar do lado de fora para agredir as trabalhadoras”, evidenciando o risco real à integridade física das servidoras.
Esse não é um caso isolado. As agressões são recorrentes nas unidades de saúde. Há relatos frequentes de usuários portando facas, spray de pimenta, xingamentos e ameaças de lançamento de artefatos dentro das unidades. Trabalhadores já ouviram que “servidor público tem que apanhar mesmo”.
No CS Centro, servidores foram agredidos e equipamentos danificados durante um episódio de violência. No CS São José, a unidade precisou ser fechada após ser alvo de furto. Já no CS Itajaí, o atendimento foi interrompido em razão de novos episódios de violência contra os trabalhadores.
A gravidade da situação é comprovada pelos diversos Boletins de Ocorrência já registrados. Apenas uma enfermeira contabiliza quatro registros formais de agressão. Também há denúncias de atos de vandalismo.
O STMC participou de audiência pública para debater o tema, já realizou reuniões com o governo e acompanha a tramitação de um projeto de lei que busca enfrentar a violência nas unidades de saúde. Ainda assim, as respostas têm sido insuficientes diante da gravidade do cenário.
O sindicato reforça que sem segurança, não há condições de manter o funcionamento dos serviços e cobra uma resposta imediata do governo diante do aumento da violência nas unidades, o que coloca em risco a vida de servidores e pacientes.