SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE CAMPINAS
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PALAVRA DA DIRETORIA
15/01/2026

2026: Um ano de luta e resistência no serviço público

Começamos 2026 sob ataque. Projetos que avançam no Congresso Nacional, como a Reforma Administrativa, e decisões recentes do Judiciário colocam em risco a carreira dos trabalhadores e direitos históricos conquistados com muita luta.

Não se trata de um debate distante ou técnico. É uma ameaça real, concreta e imediata para quem está na linha de frente mantendo as cidades funcionando e garantindo atendimento à população todos os dias.

É hora de união e resistência. A Reforma Administrativa mira os servidores e tem o claro objetivo de enfraquecer o funcionalismo. Quem tem interesse econômico e político tenta vender a ideia de que o Brasil tem um Estado inchado, caro e ineficiente, como se o problema do país fossem os trabalhadores que atendem nas escolas, nos postos de saúde, nos hospitais, na assistência social, na manutenção, na limpeza urbana, no transporte, na fiscalização e em tantas outras áreas essenciais.

Esse discurso não reflete a realidade. O servidor público não é privilegiado. É o pilar que sustenta serviços básicos. Sem ele, o município para. E quando o funcionalismo sofre o desmonte, quem perde é o povo brasileiro.

A Reforma Administrativa é apresentada como uma alternativa para modernizar o Estado, mas na prática abre espaço para terceirização em massa, precarização do trabalho, enfraquecimento das carreiras e redução de direitos.

O projeto ameaça a estabilidade, desorganiza os serviços, facilita indicações políticas e coloca em risco a continuidade das políticas públicas. O objetivo é claro. Transformar o Estado em um balcão de contratos e interesses privados, deixando a população sem atendimento digno e os trabalhadores sem proteção.

Retirada de direitos
Além da Reforma Administrativa, decisões judiciais têm colocado em xeque conquistas que foram garantidas com anos de mobilização.
Em Campinas, vimos recentemente uma liminar suspender o pagamento do 13º vale-alimentação dos servidores ativos e do auxílio-nutricional dos aposentados e pensionistas.

Conseguimos reverter esse ataque, mas o episódio deixa um alerta que não pode ser ignorado. Se tentaram uma vez, podem tentar de novo. E se a categoria não estiver vigilante, o que hoje é exceção pode virar regra. Direitos não se mantêm sozinhos. Eles precisam ser defendidos o tempo todo.

Outra ameaça grave vem de decisões recentes do Tribunal de Justiça de São Paulo que cortam o adicional de risco de vida dos Guardas Municipais. Isso significa uma redução salarial que pode chegar a 45% para trabalhadores que estão nas ruas protegendo a população e enfrentando riscos reais diariamente.

Campinas já foi notificada e o STMC tomou todas as medidas necessárias para garantir que esses valores sejam mantidos. Esse pagamento está previsto na Constituição e é um direito. Não aceitaremos que seja retirado na canetada, como se a vida e o trabalho de quem protege a cidade fossem descartáveis.

2026 não será um ano comum. É decisivo para o serviço público. O que está em jogo é o futuro das carreiras, a segurança dos trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados à população.

Precisamos estar alertas, mobilizados e organizados para enfrentar cada ataque e impedir qualquer retirada de direitos. Um Brasil forte e menos desigual passa pela valorização dos servidores e pelo fortalecimento das políticas públicas. Essa é a luta do STMC.

O sindicato seguirá ao lado da categoria, com firmeza, coragem e compromisso, para defender direitos, barrar retrocessos e garantir novas conquistas.

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